{"id":108,"date":"2022-08-30T19:01:57","date_gmt":"2022-08-30T19:01:57","guid":{"rendered":"https:\/\/amaramor.com.br\/?p=108"},"modified":"2022-08-30T19:01:59","modified_gmt":"2022-08-30T19:01:59","slug":"as-7-lagrimas-de-um-preto-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amaramor.com.br\/?p=108","title":{"rendered":"AS 7 L\u00c1GRIMAS DE UM PRETO VELHO"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"552\" height=\"554\" src=\"https:\/\/amaramor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Preto_Velho.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-109\" srcset=\"https:\/\/amaramor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Preto_Velho.jpeg 552w, https:\/\/amaramor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Preto_Velho-300x301.jpeg 300w, https:\/\/amaramor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Preto_Velho-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas l\u00e1grimas desciam-lhe pelas faces e n\u00e3o sei porque contei-as\u2026 Foram sete.\r\n\r\nNa incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma t\u00e3o vis\u00edvel dor?\r\n\r\nE ele, suavemente respondeu: Est\u00e1s vendo esta multid\u00e3o que entra e sai? As l\u00e1grimas contadas est\u00e3o distribu\u00eddas a cada uma delas.\r\n\r\nA 1\u00ba, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distra\u00e7\u00e3o, para sa\u00edrem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas n\u00e3o podem conceber\u2026\r\n\r\nA 2\u00ba a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus pr\u00f3prios merecimentos negam.\r\n\r\nA 3\u00ba, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de vingan\u00e7a, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.\r\n\r\nA 4\u00ba, aos frios e calculistas que sabem que existe uma for\u00e7a espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e n\u00e3o conhecem a palavra gratid\u00e3o.\r\n\r\nA 5\u00ba, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos l\u00e1bios mas se olharem bem o seu semblante, ver\u00e3o escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.\r\n\r\nA 6\u00ba, eu dei aos f\u00fateis que v\u00e3o de Centro em Centro, n\u00e3o acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.\r\n\r\nA 7\u00ba, filho notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a \u00faltima l\u00e1grima, aquela que vive nos olhos de todos os Orix\u00e1s. Fiz doa\u00e7\u00e3o dessa aos M\u00e9diuns vaidosos, que s\u00f3 aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas.\r\n\r\nEsquecem que existem tantos irm\u00e3os precisando de amparo material e espiritual.\r\n\r\nAssim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma AS SETE L\u00c1GRIMAS DE UM PRETO-VELHO.\r\n\r\nAdorei as almas!\r<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas l\u00e1grimas desciam-lhe pelas faces e n\u00e3o sei porque contei-as\u2026 Foram sete. Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. 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